Cenários
A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro, mostrando uma alta para 0,36% ante os 0,20% de agosto. O índice acumula queda de 1,27% no ano e alta de 2,31% em 12 meses. Segundo a FGV, a “inflação ao produtor foi impulsionada, sobretudo, pelas grandes commodities, com destaque para café, milho e carne bovina”.
A inflação no atacado, medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou levemente para 0,30% em setembro ante os 0,35% de agosto. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aceletou e registrou taxa de 0,65% ante a deflação (queda de preços) de 044% em agosto. Segundo a FGV, o reajuste decorrente do bônus de Itaipu exerceu papel relevante na alta dos preços ao consumidor.
Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram avanços nas suas taxas de variação: Habitação (-0,80% para 2,13%), Educação, Leitura e Recreação (-1,79% para 2,00%), Transportes (-0,24% para 0,30%), Alimentação (-0,50% para -0,18%) e Comunicação (0,04% para 0,07%)
Perspectivas
Por calcular a inflação no atacado, o IGP-Di (assim como o IGP-m) proporcionam uma indicação do que esperar na inflação do varejo. Nesta semana será divulgado o IPCA de setembro, índice usado pelo Banco Central (BC) para medir a meta de inflação.
Inflação persistentemente acima da meta ou núcleos de serviços em alta obrigam o BC a manter a Selic elevada por mais tempo, comprimindo consumo e lucro de empresas sensíveis a crédito e despesas financeiras, e reduzindo o apetite por ações locais, especialmente as da rota doméstica (bancos de varejo, varejo, construção).
Fonte: Forbes
Leia mais em: https://forbes.com.br/forbes-money/2025/10/pre-mercado-igp-di-de-setembro-sobe-para-036-e-investidor-espera-ipca/