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Tarifaço de Trump não assusta o mercado; o que esperar do Ibovespa nesta sexta (14)

Sexta, 14 Fevereiro 2025

O presidente Donald Trump anunciou, na quinta-feira, a imposição de tarifas de reciprocidade. Ou seja, os Estados Unidos irão sobretaxar a todos os países com as mesmas alíquotas cobradas nas exportações americanas.

No entanto, a novidade não assustou o mercado. Isso porque as tarifas não entram em vigor imediatamente, sendo que as alíquotas a serem cobradas serão definidas caso a caso e os EUA vão estudar as suas relações bilaterais com cada país.

Brasil está na mira do governo norte-americano. O país impõe uma tarifa média de 11% sobre produtos americanos, enquanto a tarifa média americana é de 2%. Além disso, o etanol brasileiro está no topo da lista de exemplos.

“A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA”, diz o documento apresentado por Trump.

Mas, assim como o mercado, o governo brasileiro está tranquilo. O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, já tinha reforçado no início da semana que a posição do Brasil é de diálogo e que país irá entender melhor o cenário antes de tomar qualquer medida, descartando uma retaliação.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou logo após o anúncio que governo aguarda mais detalhes sobre as tarifas para avaliar os impactos.

“Nós temos que aguardar para ter uma ideia do que é concreto, efetivo e levar em consideração que a balança é superavitária para os EUA, com relação de bens e serviços. Então, não há muita razão nem para nós tememos. Vamos com cautela avaliar o conjunto das medidas que vão ser anunciadas”, disse.

Deixando as relações internacionais de lado, o mercado também acompanha a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre na zona do euro, além das vendas no varejo e produção industrial nos EUA.

As bolsas asiáticas fecharam mistas. O mercado europeu e os futuros de Wall Street também operam cada um para um lado.

 

O que esperar do Ibovespa

Com a agenda de indicadores esvaziada, o mercado nacional deve voltar o seu foco ao tema do fiscal. Ontem, Haddad disse que os projetos de mudanças no Imposto de Renda, que inclui a isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês, e do novo crédito consignado para trabalhadores podem ser enviados ao Congresso antes do Carnaval.

Além disso, ainda hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista para a Rádio Clube do Pará, enquanto Gabriel Galípolo, do Banco Central, participa de uma palestra com Empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

Do lado corporativo, será divulgado, após o fechamento do mercado, os balanços da Raízen (RAIZ4) e Usiminas (USIM5).

No último pregão, o Ibovespa (IBOV) reduziu as perdas do mês e fechou em leve alta com apoio de Wall Street.

O principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 0,38%, aos 124.850,18 pontos, próximo da máxima intradia

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,7689 (+0,10%). 

 

FONTE: MONEYTIMES